
Quando nos tornamos mães e pais, muitas vezes não paramos para refletir sobre as escolhas que faremos na criação dos nossos filhos. Seguimos, quase automaticamente, um roteiro pré-estabelecido pela sociedade: “Meus pais me criaram assim, então criarei meus filhos da mesma forma.”
No máximo, prometemos não repetir os mesmos erros que eles cometeram. Mas, no fim, percebemos que estamos reproduzindo exatamente o modelo que recebemos, sem grandes mudanças.
E se escolhêssemos trilhar um caminho diferente? Não significa descartar tudo o que aprendemos com nossos pais. Longe disso. Mas será que, com o acesso que temos hoje a informações sobre psicologia, comportamento e desenvolvimento infantil, não poderíamos fazer pelo menos algumas coisas de outra maneira?
Será que nossos filhos não merecem que, em meio à correria do dia a dia, a gente pare um instante para estudar novas possibilidades de criar crianças saudáveis, futuros adultos funcionais e conscientes? Será que não vale dedicar um tempo para refletir sobre a formação de caráter, para que possamos contribuir na construção de seres humanos melhores para o mundo?
Esses são questionamentos que nos atravessam diariamente, enquanto mães e pedagogas. Quais técnicas usar na criação dos filhos? Ser mais permissivas? Ser totalmente rígidas? Ou buscar o equilíbrio no caminho do meio? Por onde começar?
E há ainda um ponto essencial: o diálogo com o parceiro ou parceira. Estamos alinhados sobre como queremos criar nossos filhos? Compartilhamos os mesmos valores? Essas e tantas outras perguntas nos acompanham.
E você, já se fez essas reflexões? Se sim, talvez esteja iniciando sua própria jornada rumo a uma criação consciente. Se não, quem sabe este texto tenha despertado novas inquietações. E você, qual é o comportamento que mais tem dificuldade de não repetir da sua própria criação? Vamos conversar nos comentários!

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